sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Guiné-Bissau ONU admite identificar narcotraficantes e criminosos no país


O Conselho de Segurança das Nações Unidas admitiu nesta quinta-feira desencadear meios de identificação e recolha de informação sobre narcotraficantes e criminosos internacionais operacionais na Guiné-Bissau.  
     
A informação consta de uma declaração pública do Conselho, divulgada quinta-feira nas Nações Unidas, cuja versão inicial foi circulada no início da semana por Portugal entre os restantes membros, após um 'briefing' pelo representante cessante do secretário-geral em Bissau, Joseph Mutaboba. 
    
Na mesma linha do último relatório do secretário-geral da ONU, a declaração expressa "séria preocupação" com indicações de aumento de tráfico de droga no país desde o golpe de Estado em Abril, apelando aos líderes militares para demonstrarem "maior compromisso com os esforços internacionais" anti-narcotráfico, em particular assegurando o "total funcionamento" das agências responsáveis.
  
Os países-membros declaram a sua "disponibilidade para considerar formas de garantir a recolha de dados adicionais sobre a identidade e actividade dos envolvidos no tráfico de droga e crime organizado na Guiné-Bissau".
   
No seu último relatório sobre a situação na Guiné-Bissau depois do golpe de Estado, Ban Ki-moon reitera o pedido ao Conselho para que seja estabelecido um painel de peritos para investigar a actividade e identidade dos envolvidos no tráfico de droga e crime organizado, face ao agravamento da situação.

   
A declaração reitera o pedido de "total reposição da ordem constitucional" no país. 
   
Condena os ataques na Base Aérea de Bissalanca, a 21 de Outubro e, na sequência destes, expressa "séria preocupação" com relatos de assassínios e "sérias" violações de Direitos Humanos, bem como "contínuas restrições sobre a liberdade de reunião, opinião e informação". 
 
Outro motivo de preocupação são os relatos de "ameaças e intimidação contra pessoal da ONU", quando compete às autoridades garantir a segurança do pessoal internacional, exigindo que as autoridades investiguem os episódios e levem os responsáveis perante a Justiça.  
   
Numa altura em que se aguarda o anúncio do sucessor de Joseph Mutaboba como representante da ONU, os países-membros sublinham ainda a necessidade de o gabinete em Bissau (UNIOGBIS) ter condições para cumprir o seu mandato.
   
Ao nível dos contactos políticos e diplomáticos, o Conselho de Segurança expressa "preocupação" com a falta de progressos na reposição da ordem constitucional, saudando o reinício dos trabalhos da Assembleia Nacional e aguardando um acordo sobre um calendário "claro e credível" para realização de eleições.
   
A declaração sublinha ainda a importância da coordenação entre os parceiros internacionais, em particular ONU, União Africana, União Europeia e as organizações regional (CEDEAO) e lusófona (CPLP), saudando o envio em breve de uma missão conjunta de avaliação para o terreno. 
   
Avaliando a situação política e de segurança, esta irá informar recomendações sobre a cooperação entre parceiros internacionais em áreas como a reforma do aparelho militar e o combate ao narcotráfico e impunidade judicial.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Jornalista da RVQ Braima Sissé foi notificada pela Procuradoria Geral da Republica

O Produtor e Apresentador do Programa ´´NÔ KUNSI NÔ DIRITU´´ da Rádio Comunitária Voz de Quelélé, Braima Sissé, foi notificada pela Procuradoria Geral da República, na quarta-feira 12 de Dezembro, para prestar esclarecimento no próximo dia 14, sobre a intervenção do Deputado Nelson Morreira, no referido programa no passado dia 02 do mês em curso, sobre a ida do Procurador Geral da República ao parlamento para pedir o levantamento da imunidade do Deputado Óscar Barbosa vulgo Cancan.

Na terça-feira, a procuradoria já tinha autorizado o envio de uma cópia do referido programa radiofónico, mas a Direcção da rádio não lhe deram.

Agora, resta saber o que irá acontecer! Mas tambi nô ka na kala boka...

Guiné-Bissau Militantes do PRS pedem "contas" aos últimos dirigentes do partido


Os militantes do Partido da Renovação Social (PRS), segunda maior força política da Guiné-Bissau, reunidos no 4.º congresso, passaram ontem grande parte dos trabalhos a pedir contas sobre o desempenho da direcção nos últimos anos. 
   
Quase todos os 240 delegados que usaram da palavra no dia quarta-feira pediram explicações à direcção cessante, encabeçada formalmente pelo ex - Presidente guineense e fundador do PRS, Kumba Ialá, sobre o património financeiro do partido e as estratégias seguidas para a conquista do eleitorado. 
    
O candidato à liderança do partido, Aladje Sonco, uma figura pouco conhecida nas hostes do PRS, acabou por entrar numa troca de palavras com Kumba Ialá, quando insinuou que o partido tem privilegiado pessoas pouco qualificadas para lugares de destaque, deixando para trás os quadros. 
  
"Quem quiser fazer um partido de cientistas que vá formar o seu próprio partido, que saia do PRS. Um partido não se faz apenas com quadros", observou Kumba Ialá, que pediu a palavra momentos depois de Aladje Sonco ter criticado a direcção. 
     
Ao contrário de outros congressos do PRS, Kumba Ialá tem assistido a todos os debates, posicionando-se mesmo em frente à mesa que preside a reunião. Observadores da vida interna do PRS dizem que a sua presença visa "acalmar os ânimos". 
    
"Como fundador e figura mítica do PRS, Kumba Ialá, é a reserva moral deste partido. A sua presença é para acalmar os ânimos que possam estar exaltados, afinal isto é um congresso", disse à agência Lusa um membro da comissão política, que pediu para não ser citado. 
 
Uma outra figura dos renovadores que marcou a sessão de quarta-feira foi Artur Sanhá, antigo Primeiro-ministro, ex-secretário-geral do PRS e actual presidente da Câmara Municipal de Bissau. 
  
Num discurso que suscitou muitas interrogações dos congressistas, Artur Sanhá disse esperar que o congresso decida sobre o seu pedido de desvinculação do partido, uma vez que em duas ocasiões já o tinha feito sem sucesso. 
   
"Quero que o congresso decida sobre o meu pedido de desvinculação do PRS, pois penso que não há mais espaço para continuar", defendeu Artur Sanhá, para logo de seguida pedir unidade e coesão entre os militantes para que o partido possa vencer os próximos embates eleitorais. 
     
O presidente da sessão, Certorio Biote respondeu a Artur Sanhá, para lhe dizer que à mesa do conclave não chegou nenhum pedido formal de desvinculação.
     
Militantes, conhecidos ou não, todos questionam a forma como o partido se está a preparar para as próximas eleições, todos perguntam pelo património e pela situação financeira do PRS. 

Guiné-Bissau exemplo de democracia minada por redes criminosas


O ministro dos Negócios Estrangeiros português, Paulo Portas, apontou quarta-feira no Conselho de Segurança da ONU a Guiné-Bissau como exemplo de uma democracia minada por redes criminosas internacionais.  

Numa intervenção num debate sobre operações de manutenção de paz, que marcou a recta final do mandato de Portugal no Conselho de Segurança, Paulo Portas lembrou o "papel particularmente perverso que as organizações criminosas internacionais desempenham", desestabilizando países frágeis. 
  
"Efetivamente minam governos legítimos, derrubam processos eleitorais democráticos e promovem ao poder os seus clientes protegidos, por meios violentos, como é o caso na Guiné-Bissau", disse o ministro português. 
  
"Devido às crescentes capacidades de organizações criminosas internacionais, é preciso ter particular cuidado em prevenir que o sucesso no combate ao crime num país não resulte em transferir a ameaça para os países vizinhos, e, por isso, a abordagem regional é crucial", adiantou.  

O último relatório do secretário-geral da ONU sobre a Guiné-Bissau dá ainda conta de violações de direitos humanos, aumento do tráfico de droga e crime organizado.  

Indicações positivas dadas esta semana ao Conselho de Segurança pelo representante local da ONU foram a retoma dos trabalhos do parlamento guineense e a vontade da comunidade internacional, nomeadamente das organizações regional (CEDEAO), lusófona (CPLP), União Africana e ONU, de juntarem esforços para ultrapassar os problemas, em particular com o envio de uma missão conjunta a breve trecho.  

O chefe da diplomacia português reuniu-se quarta-feira com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, com quem discutiu as situações no Médio Oriente e em países lusófonos, como Guiné-Bissau e Timor-Leste. 
  
Na sua intervenção, referiu também a "história de sucesso" timorense como motivo de "particular orgulho" para Portugal. 
  
Portas sublinhou ainda o "empenho profundo" de Portugal em operações de manutenção de paz internacionais, sublinhando que, na última década, 23 mil portugueses estiveram ao serviço da ONU, NATO e União Europeia nalguns cenários de risco.  
   
"Foram justamente elogiados pelo seu profissionalismo e alcance a populações locais", afirmou o ministro.   

  O mandato de dois anos de Portugal no Conselho de Segurança termina a 31 de Dezembro. 

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

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Tabanka Djazz com show marcado para sábado no Dream Space


O grupo Tabanka Djazz, da Guiné-Bissau, tem agendado para este sábado (8 de Dezembro) um espectáculo no Dream Space (localizado em Kikuxi), município de Viana, em Luanda.
 
Segundo Daniel Mateus, membro da organização que avançou a informação hoje, quinta-feira, à Angop, o show faz parte do programa de actividades do espaço com o objectivo de proporcionar aos amantes dos ritmos da terra de Amílcar Cabral.
 
De acordo com a fonte, a intenção é também aproximar a música da Guiné-Bissau aos consumidores angolanos, tendo em conta os laços de amizade entre os dois povos.
 
Para além dos Tabanka Djazz, o evento contará também com a participação dos angolanos Puto Português, Kristo, Nikila, Paulo Matumina e Joyce.
 
O Dream Space é um local que se dedica, para além da prestação de serviços de hotelaria, a promoção da música angolana, promovendo regularmente actividades com artistas nacionais.
 
O Tabanka Djaz surgiu no mercado nos finais da década de 1980, mais precisamente, em 1989, por Micas Cabral, Juvenal Cabral, Jânio Barbosa, Carlos Barbosa e Dinho Silva.

Cabo Verde - Governo propõe solução para crise na Guiné-Bissau


O Presidente cabo-verdiano, Jorge Carlos Fonseca, defendeu uma solução ao conflito na Guiné-Bissau com o envolvimento de todos os actores políticos guineenses, soube a PANA na cidade da Praia, quinta-feira.

Jorge Carlos Fonseca, que falava depois de receber as cartas credenciais de Ahmed Maigida Adams como novo embaixador nigeriano na cidade da Praia, sugeriu uma "solução simpática" da crise a que seguiu o golpe de Estado de 12 de Abril na Guiné-Bissau.

Esta solução deve ser inserida num quadro abrangente, mandatado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e monitorizada pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e pela União Africana”, afirmou, considerando ser a estratégia indispensável para pôr termo à situação de estabilidade que prevalece na Guiné-Bissau.

O chefe de Estado cabo-verdiano aproveitou a oportunidade para propor à Nigéria a institucionalização de um mecanismo permanente de consulta bilateral ao mais alto nível para manter a sub-região africana livre de pirataria marítima, de acções terroristas, de ameaças do tráfico e do crime transnacional, tendo em conta o importante papel que o país mais populoso de África tem vindo a desempenhar na CEDEAO.

Justificou a proposta com a necessidade de combater esses fenómenos, ao mesmo tempo que manifestou a disponibilidade de Cabo Verde para, no âmbito da organização sub-regional, cooperar onde for possível.

O Presidente cabo-verdiano exortou o novo embaixador da Nigéria a trabalhar para o relançamento da cooperação entre os dois países, sobretudo nas áreas estratégica para a economia como a assistência técnica, a pesca, o comércio, a indústria e principalmente a aviação civil e a energia.