A investigadora Elisabete Azevedo-Harman alertou hoje (sexta-feira) que sanções económicas à Guiné-Bissau, como a anunciada pelos EUA, têm um "reverso da medalha" e devem ser acompanhadas por um esforço negocial por parte das instituições internacionais.
Em declarações à Lusa, a investigadora do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa considerou que a decisão norte-americana de retirar a Bissau o estatuto de parceiro comercial privilegiado é mais uma forma de pressionar quem está no poder a definir um plano pós-transição.
"Fala-se em eleições, mas as eleições [requerem] recursos financeiros" e é necessário que o partido que estava no poder antes do golpe de Estado, o Partido Africano da Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde (PAIGC), faça parte do processo de
negociação da transição, o que "está longe de acontecer", lembrou.
O Governo actualmente em funções, que se auto - intitula "de transição", parece estar "numa situação de transição permanente" e as sanções visam pressionar para que haja negociações e cedências e "para que a comunidade internacional possa liderar
um processo realmente de transição", disse a especialista, que há anos estuda o sistema político guineense.
No entanto, Elisabete Azevedo-Harman sublinha que "não basta fazer este tipo de embargos" porque o isolamento internacional pode ter "um reverso da medalha, que é o Governo de transição sentir-se sozinho".
"A par das medidas punitivas tem de haver um grande esforço do lado das entidades internacionais para falar com o Governo de transição. Confio que isso esteja a ser feito, mesmo que não se estejam ainda a ver resultados", alertou.
Para a investigadora, a situação na Guiné-Bissau "não vai mudar nada" se não houver esforços diplomáticos: "Tem de haver uma conjugação de esforços para dialogar e trazê-los à mesa, tanto a eles como ao PAIGC".
Além disso, sublinhou, os esforços têm de partir das várias partes envolvidas, incluindo a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) e da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), que têm mantido posições opostas no que diz respeito à crise na Guiné-Bissau.
"Também as entidades internacionais têm de dialogar", disse a professora, defendendo que "não se pode pedir às instituições guineenses que façam diálogo, quando as próprias entidades internacionais não o fazem ou vão para o diálogo de
costas voltadas".
Admitindo que a visita à Guiné-Bissau - que hoje(sexta-feira) terminou - por uma missão internacional com representantes da CEDEAO e da CPLP pode indicar "uma tendência de mudança" nas relações entre as duas instituições, Elisabete Azevedo-
Harman reiterou tratar-se apenas de um primeiro passo: "Não vemos ainda nenhum resultado".
"É caricato, mas o que se vê agora é que não há dialogo interno, mas também não há diálogo internacional" sobre a resolução da situação guineense.
"Não há nenhum compromisso na mesa de que haja um entendimento da comunidade internacional", lamentou.
A 12 de Abril, véspera do início da segunda volta para as eleições presidenciais da Guiné-Bissau na sequência da morte por doença do Presidente Malam Bacai Sanhá, os militares derrubaram o Governo e o Presidente.
A Guiné-Bissau está desde então a ser administrada por um Governo de transição, apoiado pela CEDEAO, que pretende realizar eleições no país em Abril do próximo ano.
A maior parte da comunidade internacional, incluindo a CPLP, não reconhece as novas autoridades de Bissau.
Na quinta-feira, a Casa Branca anunciou a retirada à Guiné-Bissau, assim como ao Mali, do estatuto de parceiros comerciais privilegiados, uma sanção contra o que considera serem recuos democráticos naqueles países africanos.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
DESPORTO: «Iniesta, Xavi e Casillas só não ganham a Bola de Ouro por causa de dois monstros» - Falcao
Apesar da excelente época que tem vindo a protagonizar, Falcao não está entre os três finalistas da Bola de Ouro, troféu que será entregue a 7 de janeiro.
«Fico impressionado como Xavi, Iniesta e Casillas ainda não ganharam a Bola de Ouro mas existem estes dois monstos», constatou Falcao, referindo-se a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
Noutro âmbito, o Tigre tece rasgados elogios à campanha do Atlético na Liga espanhola e na Liga Europa. Pelo meio, esqueceu-se do Real Madrid...
«Com os orçamentos que têm, Barcelona e Real Madrid podem dar-se ao luxo de ter os melhores jogadores do Mundo, mas o Barça está em primeiro, o Atlético em segundo e o Real em terceiro, por esta ordem de ideias teríamos de falar do Barça e depois do Atlético», concluiu.
«Fico impressionado como Xavi, Iniesta e Casillas ainda não ganharam a Bola de Ouro mas existem estes dois monstos», constatou Falcao, referindo-se a Cristiano Ronaldo e Lionel Messi.
Noutro âmbito, o Tigre tece rasgados elogios à campanha do Atlético na Liga espanhola e na Liga Europa. Pelo meio, esqueceu-se do Real Madrid...
«Com os orçamentos que têm, Barcelona e Real Madrid podem dar-se ao luxo de ter os melhores jogadores do Mundo, mas o Barça está em primeiro, o Atlético em segundo e o Real em terceiro, por esta ordem de ideias teríamos de falar do Barça e depois do Atlético», concluiu.
DESPORTO: Man. United: Scholes, Giggs e Ferdinand devem parar no final da época
A Imprensa inglesa revela que os médios Paul Scholes e Ryan Giggs e o defesa Rio Ferdinand devem abandonar o futebol profissional no final da presente temporada.
De acordo com o Daily Mail, Scholes, de 38 anos, já terá mesmo confidenciado que pretende abandonar em definitivo, isto após ter regressado ao ativo na época passada.
Ryan Giggs, de 39 anos, deverá mesmo parar no final desta temporada. A principal dúvida reside em Rio Ferdinand, de 34 anos, o jogador ainda não abriu o jogo em torno da renovação, isto por causa das sucessivas lesões que têm impedido que atinja 100 por cento das suas capacidades, pelo que o defesa terá dúvidas se vai continuar.
De acordo com o Daily Mail, Scholes, de 38 anos, já terá mesmo confidenciado que pretende abandonar em definitivo, isto após ter regressado ao ativo na época passada.
Ryan Giggs, de 39 anos, deverá mesmo parar no final desta temporada. A principal dúvida reside em Rio Ferdinand, de 34 anos, o jogador ainda não abriu o jogo em torno da renovação, isto por causa das sucessivas lesões que têm impedido que atinja 100 por cento das suas capacidades, pelo que o defesa terá dúvidas se vai continuar.
Yaya Touré volta a ser eleito jogador africano do ano
O médio costa-marfinense Yaya Touré, que na última temporada se sagrou campeão inglês ao serviço do Manchester City, voltou a ser eleito como melhor jogador africano do ano, depois de já ter sido distinguido em 2011.
Touré recebeu o prémio numa cerimónia que decorreu na quinta-feira em Accra, capital do Gana, e onde viu Didier Drogba (Chelsea e Shanghai Shenhua) e Alex Song (Arsenal e FC Barcelona) ocuparem o 2º e 3º lugar, respetivamente.
DESPORTO: Real: «Se marcar ao United não celebro» – Ronaldo
O internacional português Cristiano Ronaldo revelou que caso marque um golo ao Manchester United, a sua ex-equipa, nos jogos dos oitavos de final da Champions, não irá festejar.
«Se marcar ao United não celebro», afirmou Ronaldo, em declarações ao diário espanhol as.
O avançado português revelou ainda, anteriormente, que continua a conversar com o manager Alex Ferguson e que tem uma boa relação com vários jogadores do plantel do Manchester United, como o internacional inglês Rio Ferdinand, isto porque jogou seis anos na equipa inglesa.
«Se marcar ao United não celebro», afirmou Ronaldo, em declarações ao diário espanhol as.
O avançado português revelou ainda, anteriormente, que continua a conversar com o manager Alex Ferguson e que tem uma boa relação com vários jogadores do plantel do Manchester United, como o internacional inglês Rio Ferdinand, isto porque jogou seis anos na equipa inglesa.
Obama retira estatuto de parceiros ao Mali e à Guiné Bissau por recuos democráticos
O presidente norte-americano, Barack Obama, retirou quinta – feira ao Mali e à Guiné-Bissau o estatuto de parceiros comerciais privilegiados, uma sanção contra o que considera serem recuos democráticos naqueles países africanos, anunciou a Casa Branca.
Obama optou por conceder o estatuto de parceiro ao Sudão do Sul, o mais jovem estado africano, no âmbito da revisão anual da lista do programa de crescimento e oportunidades para África, imposta por lei, e que tem em conta o estado das democracias africanas.
A versão actual da lista foi instaurada pelo Congresso americano em 2000 e estabelece um regime de cooperação económica e comercial com o continente africano até 2015, facilitando as exportações africanas para os Estados Unidos.
O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou quinta-feira por unanimidade o envio de uma força de capacetes azuis para o Mali, um país mergulhado no caos depois de um golpe militar este ano e a tomada do norte do país por grupos islamitas com ligações à rede terrorista Al-Qaeda.
O plano das Nações Unidas prevê o restabelecimento da ordem constitucional e a realização de eleições no Mali até Abril de 2013, devendo seguir-se uma intervenção militar para expulsar os islamitas.
Um dos grupos islamitas, responsável por execuções e amputações públicas no norte do Mali, está a a expandir-se, admitindo membros para uma nova brigada.
A nova extensão do Ansar Dine, conhecida como Ansar Shariah, levantou o seu estandarte. Um dos seus organizadores, Oumar Ould Hamaha, afirmou que a ideia é "alargar o Ansar Dine a outras comunidades no norte do Mali".
Os "defensores da fé" (tradução de "Ansar Dine") controlam as cidades de Kidal e Timbuktu e contam entre quinhentos e mil membros nas suas fileiras.
Depois de imporem uma versão rígida da lei islâmica, a Shariah, organizaram apedrejamentos até à morte de um casal acusado de adultério, cortaram as mãos a ladrões e recrutaram crianças de 12 anos para as suas fileiras.
Homens fortemente armados ao serviço do grupo atacaram também bares que vendem álcool e garantem que homens e mulheres não falam em público.
Nas últimas semanas, os seus líderes fizeram algumas concessões e procuraram distanciar-se das acusações de terrorismo, embora muitos analistas ponham em causa a sua sinceridade.
Guiné-Bissau Crescimento económico este ano será menos que o previsto
O ministro das Finanças guineense anunciou ontem (quinta-feira) que o crescimento económico do país terá que ser revisto em baixa, devendo situar-se entre 2,2 ou 2,3 porcento e não nos 4,5 porcento inicialmente previstos no início do ano.
Abucabar Demba Dahaba, que procedia ao balanço de oito meses do exercício do Governo de transição, admitiu que a situação política que o país viveu desde o golpe de Estado de Abril e a quebra da exportação da castanha de caju (principal produto de exportação do país) motivaram a revisão em baixa do crescimento económico.
"Grande contribuinte para o crescimento económico é a castanha de caju, dada a situação que a exportação conheceu, até agora estamos a exportar a castanha (...). Para 2013 estamos a apontar para um crescimento de 2,5 a 3 porcento, provavelmente", afirmou o ministro das Finanças guineense.
Demba Dahaba disse, no entanto, que o crescimento económico para o próximo ano depende da estabilidade política.
"Se a situação sociopolítica permitir e se todas essas negociações que estão em curso conseguirem manter a estabilidade, penso que o crescimento económico de 2013 pode ser promissor", frisou o governante.
Para já, Demba Dahaba disse que o Governo de transição não tem tido dificuldades de maior, já que consegue pagar os salários e honrar os compromissos do Estado através de receitas internas e ajudas da Nigéria e organizações sub-regionais africanas.
Nessa perspectiva, Demba Dahaba afirmou ter promessas da Nigéria, CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental) para uma ajuda orçamental de 10 milhões de dólares (7,5 milhões de euros).
O ministro das Finanças guineense acredita também que outras instituições financeiras internacionais, nomeadamente o Banco Mundial (BM), Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e outras deverão voltar a prestar apoios à Guiné-Bissau a luz das informações e indicações que estão a receber.
Dahaba notou que recentemente o BM anunciou a retoma de todos os projectos que vinha apoiando na Guiné-Bissau, mas que havia suspendido com o golpe de Estado de 12 de abril passado, e ainda que o Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento (BOAD) vai assinar, em janeiro, com o Governo de transição um empréstimo para a reabilitação de estradas de Bissau.
Quanto às greves dos funcionários públicos, nomeadamente nos sectores da saúde, educação, correios, energia, entre outros, o ministro pede calma e paciência aos trabalhadores, frisando que o Governo "tem feito um esforço para pagar as dívidas em atraso", mas que não tem capacidade para pagar todas.
Abucabar Demba Dahaba, que procedia ao balanço de oito meses do exercício do Governo de transição, admitiu que a situação política que o país viveu desde o golpe de Estado de Abril e a quebra da exportação da castanha de caju (principal produto de exportação do país) motivaram a revisão em baixa do crescimento económico.
"Grande contribuinte para o crescimento económico é a castanha de caju, dada a situação que a exportação conheceu, até agora estamos a exportar a castanha (...). Para 2013 estamos a apontar para um crescimento de 2,5 a 3 porcento, provavelmente", afirmou o ministro das Finanças guineense.
Demba Dahaba disse, no entanto, que o crescimento económico para o próximo ano depende da estabilidade política.
"Se a situação sociopolítica permitir e se todas essas negociações que estão em curso conseguirem manter a estabilidade, penso que o crescimento económico de 2013 pode ser promissor", frisou o governante.
Para já, Demba Dahaba disse que o Governo de transição não tem tido dificuldades de maior, já que consegue pagar os salários e honrar os compromissos do Estado através de receitas internas e ajudas da Nigéria e organizações sub-regionais africanas.
Nessa perspectiva, Demba Dahaba afirmou ter promessas da Nigéria, CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental) e UEMOA (União Económica e Monetária da África Ocidental) para uma ajuda orçamental de 10 milhões de dólares (7,5 milhões de euros).
O ministro das Finanças guineense acredita também que outras instituições financeiras internacionais, nomeadamente o Banco Mundial (BM), Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e outras deverão voltar a prestar apoios à Guiné-Bissau a luz das informações e indicações que estão a receber.
Dahaba notou que recentemente o BM anunciou a retoma de todos os projectos que vinha apoiando na Guiné-Bissau, mas que havia suspendido com o golpe de Estado de 12 de abril passado, e ainda que o Banco Oeste Africano para o Desenvolvimento (BOAD) vai assinar, em janeiro, com o Governo de transição um empréstimo para a reabilitação de estradas de Bissau.
Quanto às greves dos funcionários públicos, nomeadamente nos sectores da saúde, educação, correios, energia, entre outros, o ministro pede calma e paciência aos trabalhadores, frisando que o Governo "tem feito um esforço para pagar as dívidas em atraso", mas que não tem capacidade para pagar todas.
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